Pular para o conteúdo principal

Pedra, papel, e-reader

Desde o pergaminho, de Alexandria, até os livros impressos pela invenção de Gutenberg o papel se mostrava o melhor meio já inventado pelo homem, para a propagação do conhecimento. Todo esse potencial do papel entrou em xeque no dia em que inventaram a TV e junto o computador e o celular até chegar ao e-Reader, alvo de discussões sobre a substituição desses aparelhos pelos livros – o que em minha opinião nunca ocorrerá – 

Livros são de longe os objetos mais valiosos do mundo, conhecimento é o que eles trazem consigo, na sociedade de hoje quem sabe, pode. E eles passaram a entrar em xeque quando veio a tecnologia e a facilidade do acesso a informação. Uma revista que antes era comprada nas bancas, hoje tem suas manchetes lidas na tela do smartphone em qualquer lugar sem precisar pagar nada. Lembro-me como hoje quando minha mãe buscava uma mulher, que mora perto da minha casa, pra ir atrás de livros que falassem do folclore. Uma tarefa um tanto árdua, quase impossível.

Hoje temos acesso à informação que quisermos onde estivermos, desde que - condição - estejamos conectados a rede mundial de computadores. Vulgo: Internet. Isso traz uma gama de informações, mas elas não são módicos a todos as pessoas, ai entra o livro na história. 

Os livros não usam eletricidade, podem ser usados a qualquer hora e em qualquer lugar, até mesmo no espaço sideral ou em uma ilha deserta. Mas para que possam ser lidos é preciso que se tenha o livro, e hoje em dia eles não são tão acessíveis em relação aos seus preços. Ser culto custa caro. Sem contar que para seria necessário o aumento das bibliotecas públicas, com um amplo acervo. 

Aí entram os e-Reader, ele ainda não são tão acessíveis, mas o crédito como hoje, no Brasil, nunca foi tão alcançável. Segundo dados 75% da população brasileira possui algum cartão de pagamento, isso facilita a compra de um e-reader. Sem contar que você pode carregar uma coleção inteira de Game Of Thrones nesses aparelhos e esquecer os problemas de coluna. Quanto ao ato de ler, pessoas menosprezam os coitados dos e-Reader por que gostam de sentir, cheirar e ter o livro. Pra mim isso é mito, já li vários livros em e-Reader'a e continuarei a ler, o que me importa é estar a ler, não importa se é no celular, na TV  – que eu acho bizarro  –  ou no e-Reader.

Na antiga Mesopotâmia era usada a escrita cuneiforme – em forma de cunha – onde na argila, ainda mole eram talhados vários símbolos que mudavam conforme seus significados. Ai veio o Papiro, revolucionário, que lotava a maior biblioteca existente até então. Após alguns séculos veio Gutenberg com sua magnifica imprensa, que imprimia livros em algumas horas ou dias, até então feitos a mão – verdadeiras relíquias – . Em seguida veio os e-Reader's, maquininhas pequenas, quase que bibliotecas, que geraram discussões – como essa . E há quem fale em audiolivro...

Só queria uma luz dos seres divinos pra descobrir aonde essa toda história vai parar.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Refúgios

Fugir as vezes parece ser a única solução. Mas fugir para onde? Com quem? Como? Quando? Quem nunca chegou a ter a cabeça mais bagunçada que um guarda roupa de um adolescente indeciso que não sabe o que vestir? "Calma, isso vai passar" pensamos para nos confortar. Nessas horas você se sente só, apesar de não estar o mundo é preto e branco, frio, poucos te entendem. Você tem um milhão de coisas pra dizer, tudo ali engasgado na sua garganta. Psicólogo, tem que marcar. Mãe e pai podem até te entender mas não conseguem te aconselhar da melhor forma. Em tempos assim, nossa vida se resume a uma constante. Nunca muda. Nos tornamos mola, matéria, transparentes, somos a gravidade. Assim o mundo nos esmaga ou nos estica, nos sufoca até sugar o nosso mais misero sopro de vida. Ele nos testa até achar que desistimos de nos mesmos, e então nos larga a própria sorte sem saber que mesmos desistindo, ainda temos o "nos mesmos" para nos reerguermos e seguir fazendo a nossa h...

Camaradas insanidade e loucura

Ultimamente tenho acompanhado  –  e vivido  –  histórias de amor ao meu redor. Ocorre que de cinco dessas histórias nenhuma acabou em final feliz  –  por enquanto  – . Ocorre que sempre ouço a parte envolvida dizer "não consigo falar pra ela?" ou "como eu faço pra falar pra ela" e coisas do tipo. De fato falar pra amada ou amado o que você sente é de gelar qualquer um e deixar o coração a sair pela boca.  Hoje existem as mais diversas ferramentas sociais para se falar o que sente o que torna a coisa muito mais fácil e ágil, mas nada se compara ao olho no olho e palavras sinceras ditas no ato, o que para alguns é extremamente difícil. Muitas vezes isso não ocorre por falta de oportunidades, e às vezes temos que recorrer aos bate-papos da vida. Conheço pessoas (infortunas) que se apaixonaram por pessoas já comprometidas, outras que a amada só namora algo se o pretendente for aprovado pelo aval da "sogra"  –  ...

O mundo

PS: Era pra ser um texto de ano novo. E esse texto faz parte do Caderno Amarelo, isso é só uma prévia.  E em menos de um segundo, o mundo explodiu, se fez em 365 pedaços, peças. 365 mistérios. Já não somos mais os mesmos,  a explosão apagou um passado, registros, e virou a página do livro da vida, para que possamos escrever uma historia diferente, melhor, nos foi dada uma nova chance. A explosão separou pessoas, e uniu outras. O mundo explodiu e temos o dever de reconstruí-lo, mas ai entra o mistério, não sabemos onde cada pedaço estava antes, mas quanto a isso não devemos nos preocupar cada fragmento se encaixa a outro de uma forma inexplicável. Uma peça a cada amanhecer é, foi, e sempre será, a regra do mundo. Uma vez colocada no lugar, não tem mais volta, não pode ser trocada, alocada, retirada de seu lugar e isso tem que ser aceito por nós. Um presente, presente. O mundo é um quebra-cabeça e sua montagem é uma arte, uma dança, um ciclo, pra lá de v...